O câncer bucal (ou câncer de boca, como também é chamado) é um tipo de tumor maligno que afeta as estruturas da região da boca, incluindo lábios, gengiva, língua e bochechas. No Brasil, estima-se o surgimento de mais de 15 mil novos casos anualmente, sendo a maioria em homens.
Embora os sinais iniciais desse tipo de câncer costumam ser visíveis, infelizmente o diagnóstico ainda é feito em estágios avançados da doença. A prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para aumentar as chances de cura da doença. Portanto, lesões em boca que não cicatrizam após 15 dias devem ser avaliadas por profissionais habilitados, para diagnóstico definitivo e tratamento adequado.
Neste artigo, nós trouxemos as principais informações sobre os sinais, sintomas, fatores de risco, tratamentos, prevenção e estatísticas do do câncer de boca. Continue conosco e descubra tudo sobre a doença que afeta a região da boca e porque é importante prevenir e diagnosticar precocemente!
Sinais, sintomas e fatores de risco do câncer bucal
Ao contrário do câncer de próstata, que costuma ser uma doença silenciosa, o câncer bucal normalmente se inicia com alguma alteração na mucosa oral, podendo ser uma mancha vermelha, uma placa branca, uma ferida, um caroço, um aumento de volume ou qualquer outra alteração da normalidade.
O câncer de boca tende a emitir sinais claros de que algo está errado. Na fase inicial, os sintomas são mais leves e vão aumentando conforme o desenvolvimento do tumor.
Os principais sinais que podem indicar câncer de boca e precisam ser investigados são:
- Manchas vermelhas ou brancas na região;
- Feridas nos lábios e na boca que crescem e não cicatrizam em até 15 dias;
- Nódulos ou caroço no pescoço ou outra região da boca
- Sangramentos sem causa aparente;
- Rouquidão persistente ou alterações na voz;
- Dificuldade para falar, mastigar, engolir ou movimentar a língua.
Assim como outros tipos, o câncer bucal tem causas multifatoriais que contribuem para o crescimento descontrolado das células anormais na região da boca, portanto, não há como definir uma única razão. No entanto, no câncer de boca existem fatores já bem conhecidos que contribuem com o desenvolvimento da doença. Os riscos aumentam consideravelmente em casos de:
- Tabagismo e cigarros eletrônicos
- Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
- Falta de higiene bucal frequente e adequada;
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- Exposição excessiva e sem proteção à radiação solar;
- Infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV).
Como prevenir o câncer de boca?
A melhor forma de prevenir o câncer bucal é minimizando a exposição aos fatores de risco e tendo um estilo de vida o mais saudável possível.
Entretanto, algumas formas de diminuir o risco de desenvolvimento da doença são: não fumar ou consumir bebidas alcoólicas em excesso, preservar o peso corporal recomendado, manter uma dieta rica e diversa, fazer a higiene bucal adequadamente, não praticar sexo oral sem preservativo, utilizar protetor solar diariamente no rosto e labios, além de evitar exposição prolongada ao sol.
Ir ao dentista com frequência também é indispensável para que potenciais lesões sejam identificadas precocemente. Além disso, já nos primeiros sinais de anormalidade é recomendado procurar um profissional habilitado, preferencialmente o cirurgião-dentista especialista em estomatologia ou médico cirurgião de cabeça e pescoço.
O autoexame da boca também é recomendado e pode ser feito regularmente por todas as pessoas, com auxílio de um espelho, visualizando todas as partes do interior da boca, principalmente lateral da língua, palato (céu da boca), gengivas e lábios.
O diagnóstico do câncer bucal é feito por meio de biópsia da lesão (análise laboratorial de parte da lesão suspeita), podendo ser feita tanto pelo cirurgião-dentista como pelo médico. É importante ressaltar que quanto antes ele for diagnosticado, maiores são as chances de sucesso no tratamento e cura da doença.
Estatísticas do câncer bucal no Brasil
Você sabia que o câncer de boca está entre os tipos de câncer mais comuns do Brasil? Por isso, é extremamente importante conscientizar a população sobre as formas de prevenção e diagnóstico precoce da doença.
Para contribuir com a disseminação de informações e ajudar a salvar vidas, nós separamos as principais estatísticas que reforçam a necessidade de falar abertamente sobre o câncer de boca. Confira a seguir!
– Incidência: Em 2022, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estimou mais de 15 mil novos casos de câncer bucal, sendo aproximadamente 11 mil em homens e cerca de 4 mil em mulheres. Inclusive, é o 5º tumor mais frequente em homens, principalmente com mais de 40 anos.
– Mortalidade: O câncer de boca tem cura, sobretudo quando diagnosticado precocemente. Ainda assim, em 2020, ocorreram mais de 6,1 mil óbitos por câncer bucal, sendo quase 77% deles em homens.
– Tabagismo como principal fator de risco: O risco de desenvolvimento da doença é 30 vezes maior em pessoas que fumam e bebem. O hábito de fumar tem relação direta com cerca de 80% a 90% dos casos.
– Diagnóstico precoce: Segundo o Inca, a maioria dos casos são diagnosticados em estágios avançados. No entanto, quando são identificados precocemente e tratados adequadamente, há 80% de chance de cura.
– Sobrevida: Embora os pacientes precisem lidar com as sequelas do tratamento, a taxa de sobrevivência do câncer de boca é de 50% ao longo de 5 anos.
Tratamento do câncer de boca
O tratamento do câncer bucal costuma depender do estágio em que a doença foi diagnosticada e de outras condições específicas, como o tamanho e a localização do tumor, por exemplo. No entanto, na maioria dos casos, é comum a realização de uma cirurgia para a retirada do tumor com um médico especialista em cirurgia de cabeça e pescoço.
Para atendimento especializado, uma das sócias fundadoras, Dra. Paola Pedruzzi, é especialista em Cirurgia de cabeça e pescoço, referência nacional na área.
Há ocasiões em que o paciente necessita fazer radioterapia, quimioterapia, sessões de imunoterapia e reconstrução das áreas afetadas, quando necessário. No entanto, de acordo com o Inca, o atendimento multidisciplinar é indispensável em todas as etapas do tratamento: antes, durante e depois.
Por isso, no Instituto OncoYart disponibilizamos uma equipe multiprofissional com especialistas experientes e capacitados para lidar com pacientes oncológicos. Médicos, Cirurgiõe–dentistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos e vários outros profissionais fazem parte da nossa equipe multi e interprofissional. A intenção é oferecer cuidados integrais personalizados, com base nas necessidades de cada paciente.
O Instituto Oncoyart foca na reabilitação do paciente oncológico de forma integral e multiprofissional. Muitos casos de câncer de boca requerem, após o tratamento oncológico, reabilitação com prótese bucomaxilofacial. Mutilações faciais decorrentes do câncer afetam negativamente as funções e a qualidade de vida do paciente.
O OncoYart conta com a cirurgiã-dentista pós-doutora em odontologia, especialista em prótese bucomaxilofacial Dra. Roberta Zanicotti, que faz um trabalho de reabilitação protética com próteses oculares, prótese de nariz, orelha, próteses obturadoras de palado (céu-da-boca) e outras regiões da face.
E para o manejo dos sintomas físicos e emocionais, o OncoYart vai além das abordagens tradicionais, oferecendo diversas terapias complementares que contribuem com o bem-estar e com a qualidade de vida do paciente antes, durante e após o tratamento oncológico. Com acupuntura, massagem terapêutica, yoga, arteterapia e outras abordagens, a jornada oncológica tende a ser bem mais leve e suportável.
Precisa de mais informações sobre o tratamento do câncer bucal no Instituto OncoYart? Entre em contato conosco e tenha acesso ao melhor instituto de oncologia integrativa e reabilitação de Curitiba!