Câncer de pele: saiba o que é e como se prevenir da doença com cuidados básicos
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Câncer de pele: saiba o que é e como se prevenir da doença com cuidados básicos

O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no Brasil e a exposição excessiva ao sol – sobretudo sem proteção – é a principal causa. Por isso, é essencial conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer de pele não melanoma é o tipo mais comum e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Porém, há formas de se prevenir com cuidados básicos diários.

Neste artigo, nós vamos explicar os tipos de câncer de pele, os sintomas, fatores de risco e como evitar a doença. Continue conosco!

Quais são os tipos de câncer de pele?

O câncer de pele é caracterizado pelo crescimento anormal e descontrolado das células, formando, assim, um tumor maligno. Ele é o tipo de câncer mais comum no Brasil, mas quando é detectado precocemente, as chances de cura são altas.

Existem dois tipos de câncer de pele: o melanoma e o não melanoma (mais frequente), que têm algumas características diferentes.

Um homem e uma mulher de costa mostrando feridas do câncer de pele.

Câncer de pele melanoma

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pele melanoma tem origem nos melanócitos, que são células produtoras de melanina. Ele é considerado o tipo mais agressivo, pois tem potencial para se espalhar para outros órgãos. Contudo, representa apenas 4% dos casos de tumor na região.

O Inca estima que surjam cerca de 8,9 mil casos novos por ano, entre 2023 e 2025. A previsão é de ocorra aproximadamente 1,8 mil mortes anualmente, mas, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), esse número pode chegar a 4 mil em 2040.

Os sinais e sintomas do câncer de pele melanoma incluem:

  • Mancha escura com bordas irregulares;
  • Coceira e descamação;
  • Ferida que não cicatriza;
  • Lesões que mudam de tamanho, de cor e de forma.

Câncer de pele não melanoma

Já o câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil e, segundo o Inca, corresponde a cerca de 30% dos tumores malignos registrados no país. Ainda assim, ele tem um baixo índice de moralidade, caso seja tratado adequadamente.

Médica fazendo o diagnóstico câncer de pele em uma jovem.

Esse tipo é mais comum em pessoas brancas com mais de 40 anos, sendo raro em pessoas negras e crianças.

Os números do câncer de pele não melanoma são bem mais preocupantes: estima-se mais de 220 mil novos casos e quase 3 mil mortes por ano, conforme dados divulgados pelo Inca.

Os sinais e sintomas costumam envolver:

  • Alterações em áreas como rosto, pescoço e orelhas;
  • Surgimento de manchas na pele;
  • Lesões com coceira, ardência, descamação ou sangramentos;
  • Feridas que não cicatrizam em até 4 semanas.

Fatores de risco do câncer de pele

Embora o sol seja a principal fonte de vitamina D para o corpo, em excesso e sem proteção adequada ele se torna um dos principais fatores de risco do câncer de pele. No entanto, também há outras condições que podem influenciar o desenvolvimento da doença.

Conforme informações do Inca, os fatores que aumentam o risco são:

  • Exposição prolongada ao sol;
  • Pele e olhos claros com cabelos ruivos ou loiros;
  • Pessoas com albinismo;
  • Exposição a câmaras de bronzeamento artificial;
  • Histórico familiar ou pessoas do câncer de pele;
  • Exposição a agrotóxicos e solventes.

Mutilações faciais decorrentes de câncer de pele na região da cabeça e pescoço

Por serem regiões frequentemente expostas ao sol, as áreas da cabeça e do pescoço exigem atenção especial quando o assunto é câncer de pele. De acordo com a Dra. Roberta Zanicotti, que é cirurgiã-dentista especialista em odontologia oncológica e estomatologia, 90% das mutilações na região (orelha, nariz, oculo-facial…) são decorrentes desse tipo de câncer.

“Como a doença acomete órgãos pequenos e é diagnosticada em estágios avançados, normalmente, ela leva à amputação do órgão e isso gera uma séria de complicações, como isolamento social, depressão, insegurança e outros sintomas físicos e emocionais”, explica a Dra. Roberta.

Os casos mais comuns ocorrem, sobretudo, quando a doença é diagnosticada tardiamente e são necessárias cirurgias mais extensas para a remoção de um ou mais tumores.

Reabilitação com próteses faciais

A reabilitação com próteses faciais é um recurso valioso para pacientes que enfrentam mutilações decorrentes do câncer de cabeça e pescoço. Essas próteses, desenvolvidas por especialistas em odontologia oncológica e bucomaxilofacial, ajudam a restaurar tanto a funcionalidade quanto a aparência das áreas afetadas, contribuindo para o bem-estar físico e social.

No Instituto OncoYart, as próteses faciais são confeccionadas com materiais de alta qualidade que imitam com precisão a cor e a textura da pele, proporcionando uma aparência natural. Além disso, elas desempenham um papel crucial na reintegração social do paciente, promovendo a recuperação da autoestima e a melhoria na qualidade de vida.

É importante destacar que o processo de reabilitação é multidisciplinar e envolve diversos profissionais, como cirurgiões, dentistas, psicólogos e outros especialistas que oferecem um suporte completo ao paciente. 

O cuidado integral oferecido no instituto demonstra que, apesar dos desafios enfrentados, é possível recuperar a confiança e viver com dignidade após o tratamento.

Como se prevenir do câncer de pele?

Jovem passando protetor solar no rosto, uma das formas de prevenção do câncer de pele.

O sol não é o único fator de risco do câncer de pele, mas se proteger dele é a melhor forma de prevenção. Por isso, a maioria das dicas preventivas para se proteger da doença está relacionada com proteção solar, sobretudo na região de cabeça e pescoço. 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), há diversas formas de aumentar a proteção contra os raios ultravioletas, como:

  • Evitar exposição ao sol das 10h às 16h;
  • Usar protetor solar diariamente;
  • Não abrir mão dos Equipamentos de Proteção Individuais (EPI) em caso de trabalhos ao ar livre; 
  • Usar itens de proteção (chapéu, roupas que cubram o corpo, boné…) quando sair ao sol;
  • Optar por óculos com proteção UV (contra os raios ultravioleta).

Além disso, também é recomendado ficar atento ao surgimento de possíveis manchas na pele e consultar o dermatologista sempre que notar alguma anormalidade. Quanto mais cedo o câncer de pele for descoberto, maiores serão as chances de fazer um tratamento adequado, sem consequências drásticas – como prejudicar outros órgãos.

Pequenas atitudes que geram grandes impactos

No Brasil, o verão é marcado por festividades e férias escolares, portanto, é comum que as pessoas passem mais tempo ao ar livre durante o dia.

As pequenas atitudes que você tem hoje podem ser determinantes para a saúde da sua pele amanhã. Por isso, leve os cuidados a sério e proteja-se sempre que precisar se expor ao sol.E agora que você já sabe as principais informações sobre o câncer de pele, compartilhe este conteúdo para que outras pessoas também saibam como se proteger da doença!

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